Brasil ou/r Brazil
Posted by AleBOct 20
UPDATE: Amanha vou a Londres, me encontrar com ela. e visitar a exposicao de fotos do marido dela, uma delas vencedora concurso Shell Wildlife Photographer of the Year 2006
So para nao repetir o titulo, mas o assunto eh o mesmo de ontem, dado ao excelente feedback. A proposito os comentario ao ultimo post foram respondidos la mesmo.
MINHA EXPERIENCIA
Minha atual situacao com imigrante eh “estavel”, nao perfeita, mas tranquila. So que isso se deve aos 5 anos fora do Brasil, 3 diferentes momentos (Inglaterra-Alemanha-Inglaterra novamente), e o meu passado (no Brasil) sem muito apego.
Para mim uma das coisa mais dificieis de lidar, foi a independencia que eu tinha no Brasil e de certa forma “perdir”, e ainda estou batalhando e aprendendo reconquista-la. Ter como me locomover sem pedir ajuda, eu sou uma pessoa que odeia pedir ajuda, fazer coisas que eu gosto sem esperar que alguem faca para mim, ter meu proprio dinheiro fruto do meu trabalho, pegar o telefone e resolver um problema imbecil com a companhia de telefone, sem ter que falar 548563 mil vezes a mesma coisa e ainda nao ser entendida… Coisas que me fazem sentir em controle da minha propria vida, essenciais para mim porque faziam parte da Ale pre-imigracao.
Uma coisa eu afirmo sem medo, o que quer que seja importante para a pessoa la no Brasil, chegando no exterior e passada a “lua de mel”, cai como uma pedra na cabeca, e ai o negocio pega. E quando digo qualquer coisa, eh qualquer coisa mesmo, eh a manicure na esquina aonde se ia toda segunda-feira na hora do almoco, e a padoca e “Bolo Tentacao” de toda sexta a tarde, eh tigela de Acai, as frutas tropicais, a mandioca cozidinha, e o pastel da feira….
Essa eh minha lista de “sinto falta”, logico banal, nem se compara a lista de alguem que tinha no Brasil um super apego a familia, e morre de saudades dos almocos de domingo na casa da avo, com todos os parentes reunidos…
Banal ou nao, eu sei que nao importa quanto eu aprenda sobre os costumes e os sabores daqui, eu nao vou esquecer os costumes e sabores de la, mesmo porque para aprender a andar de patins nao eh preciso desaprender a andar de bicicleta.
SER HONESTO
Para quem ainda esta no Brasil a unica coisa que eu digo eh: Seja honesto consigo mesmo, e com o “responsavel” pela mudanca, faca uma lista das coisas que sao importantes para vc ai: o carro a disposicao, o salario todo dia 5 na sua conta, a confianca em saber que onibus/metro pegar para chegar a seu destino, a praia num feriado prolongado, as novelas, a comida, a familia e os amigos…. E assim que estiver em seu novo pais, trabalhe em cima dessa lista, tente “repor”, claro alguns itens sao impossiveis de “repor”, mas eh sim possivel encontrar formas de amenizar a ausencia, preenchedo com coisas novas, aprendendo a andar com os proprios pes novamente.
Eu usei a expressao: Ser honesto, porque muita gente acha que nao vai sentir falta de nada, na ilusao de que tudo vai ser diferente E melhor depois da mudanca, mas infelizmente eh apenas DIFERENTE, NUNCA MELHOR, mas tambem nao eh PIOR, eh apenas diferente. Comparacoes sao cansativas e nao levam a nada, apenas preendem a pessoa num ciclo vicioso.
Isso tambem nao significa fechar os olhos e viver no mundo de Pollyana, pode brigar com os servicos publicos, pode meter a boca na politica, pode questionar o comportamento inaceitavel dos adolecentes, a folga dos “asilados”, e a ma educacao dos que vivem de beneficios, eh seu novo pais, voce tem esse direito, mesmo que os locais discordem, mandem eles irem a merda!!
So nao compara com o Brasil, porque ai as coisas seam do eixo, perde-se o argumento. E como comparar banana com peixe.
A CRONICA
Me deu uma certa vontade de comentar a cronica da seguinte forma:
“Sr. Lessa, concordo plenamente, so nao se esqueca que isso nao eh um atributo apenas dos brasileiros, todas as comunidade étnicas que vivem aqui no Reino Unido tem sua propria forma de manter os costumes, vide: Lojinhas Africanas, infinidades de estabelecimos Indianos, Thai, Chines, os Guetos fechados do pessoal do Leste Europeu, as comunidades de Maes e Mulheres Americanas e etc, etc, etc… Entao talvez essa seja caracteristica do ser humano e nao apenas do “pobre infeliz” do brasileiro.”
Eu tenho a LEROS (revista a que ele se refere) em casa, e apesar de ser uma porcaria como revista, os “classificados” podem ser uteis.
Se bem que hoje em dia eu sei que o TESCO vende feijao (diversos, preto inclusive), farinha de mandioca torrada e ate pacote de mandioca frita e tudo por menos da metade do preco dos anunciantes da LEROS, que na Lojinha africana eh possivel comprar povilho e fazer pao de queijo em casa, que chocolate Belga eh muito, mais muuuito melhor e mais gostoso do que “sonho de valsa”, que no salao aqui perto de casa eles fazem escova progressiva, so me falta coragem para ser cobaia….
CONCLUSAO
Talvez eu ja estaja adaptada, por isso lidar com a situacao para mim eh facil e ate divertida. Outros podem achar dificil, impossivel, inaceitavel, mas o tempo eh tudo, ter vontade aprender eh basico e ter alguem ao lado que entende isso e ajuda a superar eh essencial.
























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