A tempo estou mastigando esse assundo na minha cabeca, tentando chegar a uma conclusao do que o se passa dentro de mim.

Qualquer comunidade virtual ou blog, ou o que quer que seja que envolva pessoas que estao longe da patria sempre cai nesse assunto, e uma das reclamacoes mais constantes eh com relacao a amizades.

Sinceramente nao sei em que ponto eu estou em tudo isso, mas ultimamente eu tenho pensado que eu nao sinto falta de amigos, e sim de convivio social, pessoas legais que se encontram para um BBQ no final de semana, que falam sobre tudo e sobre nada, mas nao te envolvam nos problemas delas e vice-versa.

E isso porque eu sei que meus amigos estao sempre la, se eu precisar deles, a distancia nao nos faz menos amigos, e ontem mesmo eu percebi isso claramente.

Por outro lado algumas pessoas convivem quase que diariamente ao seu lado, e apesar de serem companhias agradaveis nao tocam o coracao, fica sempre um relacionamente de uma unica mao, e facil saber que nunca passara de um nivel de coleguismo, um relacionamento social apenas.
So que quando se esta num momento de fragilidade, como eh o periodo de adptacao e reconstrucao de uma nova vida e da identidade perdida, eh facil desligar os radares para certas coisas e permitir que alguns relacionamentos se confundam. Que pessoas que nao tem nada haver com voce, que em uma situacao normal de sua vida nunca seriam mais do que colegas, passem a ter acesso aos seus sentimentos… E isso nunca eh bom!

Cometi erros e mais erros por causa disso, e ate hoje sofro as consequencias, porque esse tipo de pessoa em geral eh prejudicial a auto-estima, carrega inveja e ciumes, e suga sua energia vital, literalmente, prejudicando a sua vida em varios niveis. Mesmo depois que de remendar o erro.

Eu nao tenho medo de fazer amigos, nao eh isso, meu coracao eh um barco no oceano pronto a receber qualquer um, mas amizidade para mim nao esta relacionada a necessidade isso para mim eh trade, eh comercio: “eu te dou a mao agora que vc precisa, e voce me da a mao quando eu precisar” ou “eu te faco um favor e voce fica sendo meu amigo” … Nao isso nao eh amizade, e me faz lembrar uma historinha que ouvi quando crianca, aonde um menininho saia perguntando: “Quanto custa um amigo?” - Devia lembrar o final desse conto pq com certeza tinha uma moral da historia para me ajudar nesse momento.
Amizade precisa de espaco e tempo para se formar, nao eh de uma hora para outra, de um e-mail para o outro ou de uma ligacao para a outra, precisa conhecimento um do outro, que pode levar anos e vidas para ser acumulado…
Outro erro sao os rotulos, as expectativas, a mania de achar que simplesmente porque lidamos com algo de uma forma, todos ao nosso redor precisam ter a mesma atitude. Esquecer que cada um tem um jeito proprio de lidar com amizades, e seu proprio conceito sobre relacionamentos, que por ser diferente do seu, nao significa que esta errado.

E parece que apenas as amizades naturais, aquelas que nao foram forcadas por situacoes, eh que conseguem sobrepor a isso, justamente pelo fator conhecimento e identidade, voce jamais espera de alguem algo que voce sabe que nao ira acontecer…
Eu olho ao redor para as pessoas mais recentes da minha vida e chego a conclussao que quase nenhuma delas realmente me conhece… Estranhamente isso nao me deixa triste, alias em certos aspectos chega a ser um alivio…

Egoismo, talvez esse seja o mal desse seculo, e me sinto completamente contamindada, cada qual que cuide de sua vida, eh melhor assim… E se eu procuro por alguem eh apenas para falar de mim, contar minhas aventuras me auto-afirmar… E nao para saber se a 5 minutos atras a pessoa que te atendeu estava aos prantos, numa luta sem tragua com seus proprios demonios.

Eh a vida… E por isso que eu sempre repito: “NINGUEM PERDE AQUILO QUE NAO TEM… “